Rumos

Algures,savana destes instantes únicos de descrença e desamor.Mar cativo de silêncios,mar disperso da saudade.Ecos difusos de Chicumbane,e o relógio impreciso da hora.Divaga o sonho e a hora absurda do voo,terra trémula do sonho e deriva.E viajo arredado a estas planícies de sonho,indecisão e terror.Percorre o chão o grito do m’fecane,alvas terras do Limpopo.Noites,dias,momentos difusos de mar e solidão .Que voo,que irascendente voo.

Rumos

Havia em nós ,silêncio e mar.E Matimule nos rouba a indecência do voo.Certezas? perderam-se de afecto e luxúria ,ó terra ávida do grito.E transcorrem depressões ,voo noctívago à criação .Aqui ou algures ,a vida se antepõe .Ritos ,reminiscências ,Tovela da deusa da chuva.E o voo é,algures,eco .Luares incandescentes de um céu limpo.

Ecos

Foge-nos o tempo e a exaustiva condição .Líquidos ,translúcidos a um tempo sem mágoas ,viajamos .Esquecidos a razões imprecisas,o terror do vazio e do descaso.Solitários qual voracidade.Estrada dispersa e difusa de ‘speranças .Fosse o sonho ávido de si,fosse a via ,noite contradita da mísera condição .Foge-nos o olhar e a estrada anoitecida flutua intempestiva

Ecos

Espera algures o vento,aguarda .Pudesse o sonho ser,pudera o vento aluir,intempestivo a dogmas.Pudera o voo ser e a terra ruge acontecida,cruel mar divagando ousadias represadas.Espera algures como uma noite sitiada.Houvera liberdade,houvera sonho,houvera contradição .E a vida transcorre enigmas.

Ecos

Tsunami :TSA,TSU,TSA

Reflexões psicóticas do cidadão Xipenete 10 de Novembro Rua da Rádio(o tal impreciso Palácio das Repartições ),dobra esquina ou paralela com a Mundugazi Nhumaio.

(notas apanhadas no senta baixo ,onde se dringa maningue)

A um Órgão Director do Tsunami
Ao Tonelas
À Couana

Qual será a situação do Desligado no meio do tsunami das decisões ,indecisões ,paradoxos e “inventonas” quiça mirabolantes à última hora ,para justificar descasos e desconexões .Por força da Lei o Desligado detém a qualidade de funcionário público .Teve enquadramento. Num salto acrobático já não o é ,terá sido um engano visionário,de um retiro académico sofrido ,fruto de stress funcional,versus TSA ,(mas a norma,o regulamento geral dos funcionários e agentes do Estado é o adverso da visão estratégica e visionária de uma avenida 10 de Novembro ou Rua da Rádio) ,jura a pés vistos Massopene.Que importa,vamos indo.Reclamem,só TSA ,ignora-os,faz parte da psicologia de condicionamento social e amestramento,já o dissera um grande cientista russo .Esta memória pá !Justiça social,equidade ,pôrra! Que se esmague a formiga ,afinal o bem maior não se faz ,ou melhor não se obtém ,sacrificando os “inúteis e senis”,a tal lei de selecção natural ? Houvera a utopia de um país ,que desfaçatez !.Sonharam,que voo enfático ,os utópicos ,os malucos da ocasião .Esses Desligados e Aposentados são um encargo fatídico ,um contraste esclerótico,disfuncional , para a funcionalidade pátria,as contas públicas .A tal macro e micro economia do PRE,década 80 e picos (versus aperta o cinto meu) do FMI .Será ? Continuai a apertar o cinto até a finitude geracional.Um AVC fulminante(dessa Malta resmungona,desocupada) daria cá um jeito às contas públicas per si já críticas O apartheid é funcional e excelente,maningue pá ,(internamente);quando são os outros a proclamá -lo, uma merda ,a erradicar,a condenar, uma aberração contra a humanidade E há alguém que considere a reclamação,mera fofoca,o reparo mero desconforto da preguiça..Houvera essa preguiça a quarenta e tal anos e teríamos certamente pátria ..Outros “agiotas do destino ” consideram que essa geração deve ou antes deveria continuar a ser exemplo de sacrifício tal como a fé e prédica de S.Francisco de Assis .Sempre primeira nos sacrifícios e última nos benefícios tal como a “teologia “libertária de Dzovo,a tese samoriana ou aquinista….Outros e bem profundos doutos,ultra doutos ,acham ,ponderam e julgam,estarmos perante o grito dos Irracionais e Oportunistas do Destino.Ninguem lhes pediu tais “sacrifícios ” e por isso e por outro que se Lixem com aquela lixa de aço .Pudera que fosse!

Aaatchim ,aaatchim ! Siavuma!

Ecos

A conjugação do verbo no futuro.Será um novo modelo de gestão das necessidades e expectativas ? Parece que estamos perante uma profecia algo “messiânica “.Esse futuro nunca se faz presente,e quiça sofre de adiamentos crónicos ,justificados quase sempre, por contingências ora de ordem interna mas sobretudo de ordem externa ,o eterno amanhã ..Será o presente eterno ?