Sentires

Não busques a terra e muito menos o sonho, a ternura é um vazio de mar e cansaço. Neste voo para além o grito desconexo. Terras, voracidades, distâncias e o austero grito da margem contrária. Luares meu amor, luares. E a vida discorre acontecida de múltiplos pesadelos de uma vida transcorrida de signos. Não busques a terra, procura sim o intrísico sentido de cada margem.

Vozes

Entre Malanga(s) de Vidas


Estou desarvorado de verdades.
Uma aguardente de melaço atiça-me o destino de um cais,pronto.Miragem ? Quem conhece a miragem ? Flue um grito intempestivo de verdades acontecidas.Especula-se,aventa-se o destino da pátria entre guerras,fome e desacerto.E cá vai uma malanga de melaço.A xidanguana reave o país numa análise psicanalística.E caio de borco na madeira zinco .

Estou vivo no destino do cais.Silencio tempos.Amanheço algures na vida.Entre Chamanculo,,Berlengas ou então no Escondidinho.Refulge um bar embebido de vazio.Um café na Versalhes alivia-me o esconderijo.Defronte o Quartel General estira-me a ousadia.Sou um tempo destituido de senso.Estou desarvorado de quietismo no bairro social.Arre! Vai uma pipoca de desejos e sorrio entristecido.Soubera decifrar o enigma da vida.Viajante ermo da António Enes.E tudo conflue num refluxo de passos perdidos.Estou na onda de incertezas.Onde me escondo onde me esconderei nos magaiças estirados na calçada da wenela.? Estou uma terra perdida.Malangas do reencontro da história.

Vozes Perdidas

Não busques a terra e muito menos o sonho, a ternura é um vazio de mar e cansaço. Neste voo para além o grito desconexo. Terras, voracidades, distâncias e o austero grito da margem contrária. Luares meu amor, luares. E a vida discorre acontecida de múltiplos pesadelos de uma vida transcorrida de signos. Não busques a terra, procura sim o intrisico sentido de cada margem

Sentires

Acrescento a miragem do silêncio,acrescento a lucidez do desaforo.E anoiteço intempestivo à queda dos silêncios.Esta margem anoitecida meu amor.
Vidas,canseiras e terrores.E navego para além de Zitundo.Sob meus pés fluem gritos soterrados,uma execução à maneira.Soubera cantar.Sob meus pés o rouco Grito de uma rajada.Outrossim e para além meu amor.Neste chão fluem espíritos desabrigados.

Reflectires

Outrem nesta voracidade,outrem meu amor.Silêncios de Unango.Este saco transporta um ser ,prova redundante de estar doente.E algures o sonho caminha enjoado.Improdutivo pois!Eis o descaso da terra que nos engole . Não se morre tudo se transforma.Os leões e as hienas num festim de ciclos naturais.É dialéctica patriótica,pois,a génese do homem novo,pois.Viva o homem novo!