Vozes Perdidas




Em ti este silêncio.Em vós o grito.Sulcos voos e mareares.Estamos acontecidos como ninguém.Na caminhada viajamos heréticos.Sós tão sós refluímos.Houvera nosso silêncio houvera nossa voz .E numa tasca confluímos.Seja o voo margem dispersa.Em ti o silêncio descerra vidas,cruel margem.E acontecemos terra dispersa dos sonhos.Ó luares desavindos de mar e ausência.Em ti este silêncio em ti esta heresia.Voo e mar de voo. .Espera-me algures no vento aguarda-me,soubera viver acontecido e quisera sorrir amanhecido.Algures na terra descrente o voo.Simplesmente amanheço intranquilo.Vozes da noite vozes da ilusão.Estamos cativos de fé e desconcerto.Nossa lua siderada nossa voz confinada.E outros encantos marejam.Soubera viver neste desconcerto de fé e desalinho soubera pois voar.Que aléns nos reduzem à dor.Espera-me algures no ardor insuspeito da vida e desconcerto.Em ti este silêncio desconhecido em vós este voo.Esqueço o tempo esqueço o luar. .Soubera o enredo do voo conhecera o tempo.Insepulto descaminho.Nas alvas terras do destino caminho como nunca.Sublevantes mares.Estamos acontecidos como nunca.Servo descaminho serva vereda.Por nós o luar que desmerece a condição.Nossa vida ilude as terras nosso voo ascende a ternura.Em ti o silêncio nos diz acontecidos cruel mar cruel vento…Por ti a heresia nos prediz o voo


2017

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