Sentires

Parafuso vagueia por aí, sempre esteve numa esquina. Passa despercebido e inquieto. Conta as estrelas, amanhece ao relento. Anda a procura do cosmos, da harmonia inconfessa dos signos. Parafuso quer entender a métrica do destino, o acaso dos acasos, ele quer perceber a lógica do poder, a lógica de si mesmo. E uma bota cardada revolve-lhe as costelas de fome.
_Vá procurar a harmonia do cosmos na tua esquina, empestas o ambiente de Vossas Excelências.
_Mas!
_Aqui não funcionam adversativas. Rua! As excelências querem dormir tranquilas e certas de paz e do aroma selecto de rosas e nunca do esterco que tresanda a léguas.

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