Oratória à Paz

Se Pudesse

 

Se eu pudesse cantar

Abriria as asas ao mundo

Se eu pudesse e fosse capaz

Soltaria os pássaros do mundo

À soleira da liberdade

Podendo cingiria meus olhos

À criança à moça

Partilhando o amor

Fazendo o podendo

Construiria rosas de cristal

Na curvilínea luz espiritual

          II

Se eu pudesse

Talvez me redimisse

Num lago nu de Vénus

 

Aí que sonhos alimentamos

Vivendo ilusões existimos

Sentimos e amamos

 

Que importa a dor cruel

Quando o mundo é feito

De nobres Esperanças

De alegrias sensatas

       III

 

Que importa a dor cruel

Quando existe o amor

Salvando cada homem

Do abismo couraçado

 

  Que importa a vida

Que importa o mundo

Quando siderais realidades laser

Matam destroçam ferem

 

     Que importa então o mundo

      Meu nobre amor ?

 

Talvez a redenção do mundo

Se busque na guerra

Na miséria humana

           IV

 

Quem o sabe amor ?

Quem ?

Minha angústia

           Minha dor

Meu desespero

 

 

Se eu pudesse podendo

Faria florir rosas

Somente rosas

Na dor instantânea do conflito humano

 

Somente rosas meu amor

No sorriso mulato da fraternidade

 

 

       V

Se eu pudesse podendo

Se nós pudéssemos  podendo

 Que seria o mundo ?

 

Um manto de misérias ?

Uma serrapilheira de idolatrias ?

     Não e jamais não

                 Meu amor Universal

 

      Matola 19/04/1983

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