Vozes Perdidas

NOSSO ETERNO EXILIO


IRREVERÊNCIA


Adocica-me o palato da irreverência
Nesta avenida de acácias e jacarandás
Cada olhar é revisitar a estrada
O afecto e a memória
Cada olhar é o outro sentir
O outro viver
Cada esquina
Cada beco
É o mais delicioso néctar
Sou esta irreverência dos nossos cafés
Sou esta irreverência dos nossos bares
Sou pois este burrico do mazumbo halene
Sou pois o uputso
Da nossa inconsciência reflectida
E sentida no mais fundo da nossa
Alteridade
Sou pois o filho de muitas māes
O orgulho imerecido d’uma Pátria
Sou pois o mal coado das nossas eternas bichas
E racionamentos
Sou meu amor
Sou
“Moda Xi Cavalo” de Zeburane
meu eterno grito de afirmaçāo
meu eterno canto de Malholhomane
minha paixāo
meu amor
sou pois o filho da puta mais original
deste sofrido senāo mesmo
transido cântico
sou pois
que merda meu!

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