Memórias

Não quis o tempo e muito menos a memória, quis vida. Sorrateiro nestas matas de conforto, esperou e sonhou, sonhou Mariamo, sonhou Abiba. Nesta estepe ficou esperado. Abibas, Mariamos acenaram na garganta seca e aperrada de mera angústia. Maria fosse outra Mariamo num sultanato de encostas e maresia. Fosse a reminiscência surda do grito mero devaneio, fosse. E é sangue coalhado de esperas. Algures numa incerta estepe, clama Abel, clama Hussein. Porvir que esqueço. Abiba, Mariamo têm os olhos secos, fixos num horizonte, olhos indiziveis de presença.

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