Segmentação do Espírito

Húmus

Não poderás conter o infinito

Que em nós sobrevive

O verde que se espraia

O azul que nos embevece

O húmus que nos redime

Amo esta vida recolhida

Agreste silêncio

Poderás neste ciclo de canseiras

Construir o mais belo sonho

O desvairo mais terno

Tu irmão que caminhas

Pressagas o frémito mais doloroso

Do eterno incompreendido

Queira nesta discreta forma

Na verdade menos tangível

E absurda simplesmente partilhar

Basta-me isso fraterno

1994

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