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O Nosso Eterno Exílio

Para Além da Directiva

Quem te esquece a vida

suspensa na euforia

fintada na desconexa lua

Aborrece a queda miragens

Floresce o tremor

Nasce a vida para além da arma

Renasce a vida para lá da directiva

E nesta planície sorri o desvairo

O Nosso Eterno Exílio

Sós Na Derrota

Passa por mim a quietude

Esvoaçam chilreios da mais profunda graça

Anoitece a vida

Romaria de autencidades

Sós na partilha

Sós na alegria

Muitos na voracidade

Aqui estamos perfilados

Sós na ânsia

Sós na derrota

Mítica Ascese

Nossa astral memória de ciclos e vegetação

nossa ou de outros ?

Queira silêncio vegetar na áspera dor

Perfeitamente ritualizados

buscamos a harmonia perfeita

única e excelsa

Buscamos a vida e o sonho

Nossa mítica ascese…

O Nosso Eterno Exílio

Contrários

A estrela risca o ar

A ânsia turva o céu

Os contrários unem-se

Fixa memória

Terra de Encantos

Peço-te a vida mais pura

neste ardor de existência

Caminho por entre cajueiros

Rasgando o passo folhagens

Vinde sol gotas de orvalho

acariciar a caminhada

Estou para além do destino

Manadas trilham ecos

o chilreio de pássaros adocica

sibilam serpentes

Neste olhar desavindo flue o amor

Néctar /gema de pombos

nidando a via ignota

Meu cruel sentir

Austral cogitar

Nossa terra de amores

Nossa terra de encantos

O Nosso Eterno Exílio

A Celebração da Vida

Quem te esqueceu nos confins da vida

e da ternura

Quem te ignorou nos confinados

silêncios da graça

Quem ?

Redimidos na efusiva festa do destino

soltos rimamos o abraço e a vida

Além de ti serenamente abraçamos

o olhar

Ladeira íngreme

absoluta

do nosso destino

Deste nós o alvor da esperança

De nós o mais infundado ser

Por nós a celebração da vida

O Nosso Eterno Exílio

Errante Canto

À Vânia Lemos

Abraçamos o disperso olhar sentido

Sulcamos o Museu trepidação da fraternidade

Nossa vida este corredor de acácias

Aluímos para além das margens do tempo

Acolá o mar além o Incomáti

Nosso estival porto de mitigadas insurgências

Para além a Coop por cá a construtividade

Éluard cante o solfejo

Fluem diversidades fluem cânticos

Nosso desejo nosso sonho nosso olhar

para além do.presente nossa esperança

Fustigada liberdade

O Nosso Eterno Exílio

Viajantes da ilusão e da primácia

Estamos sim algures,cruel procissão de morte.E por onde a lucidez sacramentada ,por onde ?

Algures numa fé dispersa de cansaço.Que vida!

Amanheço na cruel Estrada

Outro encanto amor.

Disperso cansaço.E desconheço a lucidez.

Simplesmente outro minha lucidez aparentada,outro neste rosto inespecífico