Sentires

Barrigana, flue discursos, Barrigana alucina tempestades. Barrigana é Barrigana. Houvera certezas ? Ele descoze-se por aí. Barrigana manda, ordena, e ordenha As alianças clânicas fluem e sideram. Alguém se insurge com o ordenhar.
_Não sou gado, exclama e clama.
Barrigana, imperturbável responde:és rebanho e sou o pastor. Fui eleito para vos ordenhar e dirigir. Minha mente tornou-se clarividente e infalível.
É ou não é?
_É grande chefe!

Perplexidades


Não busques a terra e muito menos o sonho, a ternura é um vazio de mar e cansaço. Neste voo para além o grito desconexo. Terras, voracidades, distâncias e o austero grito da margem contrária. Luares meu amor, luares. E a vida discorre acontecida de múltiplos pesadelos de uma vida transcorrida de signos. Não busques a terra, procura sim o intrísico sentido de cada margem.

Sentires

Parafuso vagueia por aí, sempre esteve numa esquina. Passa despercebido e inquieto. Conta as estrelas, amanhece ao relento. Anda a procura do cosmos, da harmonia inconfessa dos signos. Parafuso quer entender a métrica do destino, o acaso dos acasos, ele quer perceber a lógica do poder, a lógica de si mesmo. E uma bota cardada revolve-lhe as costelas de fome.
_Vá procurar a harmonia do cosmos na tua esquina, empestas o ambiente de Vossas Excelências.
_Mas!
_Aqui não funcionam adversativas. Rua! As excelências querem dormir tranquilas e certas de paz e do aroma selecto de rosas e nunca do esterco que tresanda a léguas.

Sentires

Não busques a terra e muito menos o sonho, a ternura é um vazio de mar e cansaço. Neste voo para além o grito desconexo. Terras, voracidades, distâncias e o austero grito da margem contrária. Luares meu amor, luares. E a vida discorre acontecida de múltiplos pesadelos de uma vida transcorrida de signos. Não busques a terra, procura sim o intrísico sentido de cada margem.

Vozes

Entre Malanga(s) de Vidas


Estou desarvorado de verdades.
Uma aguardente de melaço atiça-me o destino de um cais,pronto.Miragem ? Quem conhece a miragem ? Flue um grito intempestivo de verdades acontecidas.Especula-se,aventa-se o destino da pátria entre guerras,fome e desacerto.E cá vai uma malanga de melaço.A xidanguana reave o país numa análise psicanalística.E caio de borco na madeira zinco .

Estou vivo no destino do cais.Silencio tempos.Amanheço algures na vida.Entre Chamanculo,,Berlengas ou então no Escondidinho.Refulge um bar embebido de vazio.Um café na Versalhes alivia-me o esconderijo.Defronte o Quartel General estira-me a ousadia.Sou um tempo destituido de senso.Estou desarvorado de quietismo no bairro social.Arre! Vai uma pipoca de desejos e sorrio entristecido.Soubera decifrar o enigma da vida.Viajante ermo da António Enes.E tudo conflue num refluxo de passos perdidos.Estou na onda de incertezas.Onde me escondo onde me esconderei nos magaiças estirados na calçada da wenela.? Estou uma terra perdida.Malangas do reencontro da história.